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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Eleições Americanas

Com os resultados das últimas primárias nos EUA, fica claro que os principais candidatos à presidência americana serão mesmo o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. Cá no Brasil, uma cultura de que há uma luta entre os democratas bonzinhos e republicanos malvados impede que todos tenham uma visão clara do que realmente cada candidato propõe, e se realmente um democrata é melhor para o Brasil e para o resto do mundo.
No que diz respeito ao que eles chamam de luta contra o terrorismo, é pouco provável que haja alguma mudança efetiva, já que Obama foi a favor da diminuição das liberdades civis dos americanos após o 11 de Setembro. Na questão das imigrações, Obama apoiou a construção das cercas na fronteira com o México.
Na política externa, Obama não sinaliza com nenhuma aproximação com a América Latina, além de prometer radicalizar no protecionismo, o que sempre foi característica dos democratas. Obama é mais sensível ao aquecimento global que McCain, tanto que tem uma proposta de ampliar o uso do etanol nos EUA. No entanto, em vez de propôr algo como exportar de países onde o etanol é produzido pela cana-de-açúcar, mais barato que o etanol americano, obtido através do milho. Quem mora em regiões invadidas pelas plantações de cana poderiam com isso se transformar em Obama desde criancinha. Eu não. Tenho minhas dúvidas que hoje o governo americano não cederia, e resolvesse exportar o etanol brasileiro, caso não houvesse pressão da demanda interna, principalmente se as montadoras aderirem aos carros flex. E a diminuição da dependência americana do petróleo pode antecipar a retirada dos EUA do Iraque.
John McCain está longe de ser bom para o mundo. Se eu fosse americano, acho muito pouco provável que sairia de casa para votar em alguém como ele. Mas ao contrário das duas últimas eleições, onde Al Gore e John Kerry foram os oponentes de George Bush, desta vez temos um republicano menos pior que um democrata (tudo bem, tão ruim quanto). E seria pior, se a candidata fosse Hillary Clinton. Que os democratas arrumem um candidato melhorzinho em 2012.
P.S.: Se Obama não é um bom candidato, pelo menos está bem de apoiadores. O video abaixo é de sua campanha. O membro do grupo Black Eyed Peas, Will.i.am transformou o discurso do candidato democrata em música, cantada por várias celebridades (alguém falou em We Are The World?). Entre elas, Scarlett Johansson, linda, como sempre. A loira com aquele rostinho angelical dizendo "Yes, we can" é um argumento fortíssimo! Mas foi pouco pra me convencer...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Exagero

Em matéria recente na globo.com, foi noticiado que na Nova Zelândia foram retirados outdoors onde uma pizzaria usa a imagem de Hitler em sua propaganda e uma de suas mais famosas frases: "É possível fazer as pessoas crerem que o paraíso é o inferno." Não podemos negar, que independente da veracidade de tudo que é dito sobre o líder nazista, sua imagem está muito longe de ser um exemplo a ser seguido. Não se pode relativizar tudo e o melhor caminho é o da tolerância. No entanto, a comunidade judaica espalhada por todo o mundo, a meu ver, comete alguns exageros.

É sabido que nos lugares onde existem judeus, eles praticam lobby em relação à melhora da imagem da comunidade judaica, tendo influência entre políticos do mundo inteiro. E algumas vezes, eles procuram censurar qualquer coisa que eles julguem ser anti-semita. Concordo com a publicitária autora da campanha que "algumas coisas ainda não possam perder o caráter dramático". Ali não existia nada de progaganda contra os judeus, apenas uma frase (que todos têm que admitir que é bastante coerente e sempre atual).

Quer eles queiram ou não, Hitler é uma figura história que divulgou suas idéias. Elas serem reprimidas de forma tão mesquinha e violenta, podem causar efeito contrário. A repressão nunca foi solução para nada. É muito preocupante ver que judeus compram briga por pouca coisa. Não sou contra judeus, mas a comunidade judaica me preocupa cada vez mais com esse tipo de atitude que pode fomentar o retorno do nazismo e até novos movimentos anti-semitas, racistas e contra a liberdade de expressão, o que aliás já vem acontecendo, especialmente na Europa.
*Post publicado em 29/08/2007 no meu antigo blog, o Fumaça Ninja. A justiça brasileira proibiu esta semana a Viradouro de exibir um carro alegórico sobre o Holocausto e isto causou mais repercussão que o carro causaria se passasse impune na Sapucaí. Recomendo a leitura do post de Alex Castro, do blog Liberal Libertário Libertino sobre o tema.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Charge

Charge retirada do Jornal de Brasília que achei no blog Politicanalha. Já que estamos copiando de outros blogs, como diria Antônio Tabet, do blog Kibe Loco, "Não entendeu? Clique aqui!"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O que tem de errado na parcialidade na imprensa?

Nada. Respondo logo de cara o questionamento que faço no título. Deveríamos ter consciência que é difícil (talvez impossível) termos uma visão imparcial das coisas. Infelizmente, entretanto, aqui no brasil, a imprensa, especialmente quando o assunto é política, prefere ter posturas distintas das da grande maioria da mídia do resto do mundo.

Digo isto pois semana passada, o Jornal The New York Times publicou em seu editorial o apoio às candidaturas da democrata Hilary Clinton, e do republicano John McCain nas primárias americanas (reportagem em português no globo.com). Já aqui no Brasil, o que vimos nas últimas eleições foi um festival de informações imprecisas e muitas vezes até falsas, mas sem deixar claro a quem tais informações interessavam. Quem não se lembra da inoportuna matéria da Revista Veja acerca dos dólares vindos de Cuba para a campanha de Lula, coisa que nunca foi comprovada, e comprometeu a credibilidade da revista até entre aqueles que apoiavam Alckmin. Se a imparcialidade não contribui, uma imparcialidade mal disfarçada é pior ainda. Muito mais honesto um discurso panfletário, desde que de forma fundamentada, ao contrário dos "Reinaldos Azevedos" e dos "Paulos Henriques Amorins" da vida. Um exemplo disso, foi na França em 2002, quando o candidato fascista à presidência da república Jean Marie Le Pen crescia nas pesquisas eleitorais, chegando inclusive ao segundo turno das eleições naquele ano, e o jornal de esquerda, Libération, estampou na capa uma foto de Le Pen com ar arrogante, e um "não" escrito em letras garrafais. Dentro do jornal (que foi fundado pelo filósofo Jean Paul Sartre) uma matéria sobre os perigos do crescimento da xenofobia no país.
Não creio que a grande mídia perde fazendo discursos pró ou contra determinados candidatos pois as pessoas que lêem essas revistas para se informar de assunto polêmicos, como política, escolhem determinado jornal para ler de acordo com sua linha editorial. É evidente que os jornais precisam de oferecer opiniões relevantes, que sejam condizentes com a verdade e opinar sobre determinados assuntos de forma clara, como fez o The New York Times, quando justificou de forma fundamentada suas escolhas na corrida presidencial, até para não perder credibilidade perante àqueles que apóiam adversários de Clinton e McCain.

Aqui em Uberaba, pode ser que haja problemas neste sentido. Temos dois grandes jornais. O atual prefeito adora criticar a imprensa e suas peripércias não podem passar batidas em qualquer jornal que se diga sério. Mas seria interessante termos uma experiência de imprensa honestamente polarizada nas próximas eleições municipais.
PS.: Se blog é uma mídia, nós anunciaremos em quem vamos votar aqui.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pílulas

1 - A imprensa uberabense está furiosa com a mídia nacional. Depois da engraçadíssima matéria do Fantástico sobre o macaco Chico, os jornais locais, que até semana passada não falavam de outra coisa (quando havia muita coisa importante para dizer) que não fosse nosso ilustre primata, criticaram a sátira feita pela Globo. A matéria da revista eletrônica de domingo afirmou que ele é o delinquente mais procurado da cidade. Ora, alguma mentira nisso? Na cidade há criminosos em tudo quanto é lugar, ocupando inclusive cargos públicos na cidade, mas a imprensa durante praticamente duas semanas se dedicou a falar no macaco.
2 - A nossa imprensa também falou da imagem ruim da cidade perante o resto do Brasil e que a culpada disso é a Globo. Alguém teria coragem de fazer uma campanha para boicotar a Globo? Alguém...? Não teria até porque a Globo não tem culpa de nada. Se é para fazer campanha, façamos algo como "Uberaba: faça por merecer uma boa imagem". Vamos parar de tapar o sol com o peneira, vamos admitir que a culpa pela péssima imagem da cidade é culpa nossa por permitir os desmandos de um prefeito descompromissado com a nossa cidade e principalmente, vamos falar daquilo que é realmente importante, e agir que essa cidade seja vista como terra sem lei. Afinal os atos dos uberabenses estão tão sem credibilidade, que no espaço que é dado para Uberaba na mídia nacional é oferecido destaque a um bicho. Pelo menos é bem menos vergonhoso do que quando se fala nos nossos políticos.
3 - O Anderson Adauto disse que responde diante de Deus o que fez. Eu tenho dúvidas a respeito do caráter de pessoas que se utilizam do nome de Deus. Pode fazer um histórico: políticos autoritários e de índole duvidosa, usam santo nome em vão nos discursos. Exemplo clássico: Paulo Maluf.
4 - Hilary Clinton contrariou as pesquisas que indicavam vitória de Barack Obama nas primárias dos democratas. É incrível como a mídia do mundo todo presta mais atenção nas primárias dos Democratas. Afinal, o que está em jogo é a possibilidade da retirada das tropas americanas do Iraque, assunto político mais comentado nos EUA, e o Partido Democrata é teoricamente o partido que tem mais simpatia pela proposta. Entretanto, o meu candidato favorito que também é anti-guerra, é um Republicano (eu nunca achei que isso fosse acontecer na minha vida, mas tudo bem). Pena que Ron Paul tenha poucas chances, mas ele ainda pode sair para um candidatura independente pelo Partido Libertário, como aconteceu em 1988.
5- Frase brilhante de um amigo meu: "Se o Lourival não sabe quem é parente de quem na Câmara, existe a possibilidade de haver relações incestuosas lá..."