quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Amazônia, Eldorado Brasileiro.
Charge
Charge retirada do Jornal de Brasília que achei no blog Politicanalha. Já que estamos copiando de outros blogs, como diria Antônio Tabet, do blog Kibe Loco, "Não entendeu? Clique aqui!"
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O que tem de errado na parcialidade na imprensa?

escrito em letras garrafais. Dentro do jornal (que foi fundado pelo filósofo Jean Paul Sartre) uma matéria sobre os perigos do crescimento da xenofobia no país.Aqui em Uberaba, pode ser que haja problemas neste sentido. Temos dois grandes jornais. O atual prefeito adora criticar a imprensa e suas peripércias não podem passar batidas em qualquer jornal que se diga sério. Mas seria interessante termos uma experiência de imprensa honestamente polarizada nas próximas eleições municipais.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Rede de Paleontologia em Peirópolis Sob Suspeita
Peirópolis é uma pequena vila situada a
E com essa importante área de pesquisa pré-histórica, foi inaugurada em dezembro de
No entanto, essa doação tão benevolente cedida pelo Deputado Narcio, levantou suspeita na comunidade científica, pois, como sabemos, toda verba parlamentar só é concedida através de projetos aprovados e mediante documentação em dia das instituições, e não foi o que aconteceu com a Rede, que se quer tem sede própria. Mas, quando interesses políticos se tornam prioridade, as coisas acontecem com facilidades. Pegaram emprestados nomes de instituições ligadas à paleontologia, como a Sociedade Brasileira de Paleontologia – SBP, porém, não disseram a elas que fariam isso, e a verba foi liberada.
É interessante, trazer a lume tal fato, que foi amplamente divulgado na imprensa nacional, em específico, o renomado editor de ciência da Folha de São Paulo, Cláudio Ângelo, onde apurou que as entidades ligadas á Rede de Paleontologia não iria aceitar que seus nomes fossem usados indevidamente, sabendo que se quer tal Rede possui cede própria ou projetos para viabiliza-la.
Entretanto, causa-nos espanto tal noticia, pois, sabemos que o Museu de Peirópolis ligado a Fundação Municipal de Ensino Superior de Uberaba-FUMESU, com importantes pesquisadores e projetos de expansão voltados ao ensino e pesquisa, foi excluída do projeto (Rede), tendo suas portas fechadas por três dias por falta de verba. No entanto a Rede usa o Museu para fazer divulgação dos importantes achados arqueológicos dentre outras atividades ligadas ao museu.
Proponho aqui, que sejam levados tais fatos ao Ministério Público para que incorra em uma apuração, solicitando as prestações de contas detalhada da Rede de Paleontologia, como descrição dos projetos e apresentação do Estatuto. A sociedade uberabense não pode ficar alheia a estes fatos, pois, tudo leva a crer que o dinheiro público esteja sendo usado indevidamente. Cada cidadão deve ser fiscalizador, e, proceder com seu direito legal, questionar e denunciar. Interessante saber, como pessoas importantes, probas, ligadas às atividades da vila não o fizeram...
A sociedade brasileira encontra-se perplexa diante de tanta corrupção que se instalou no país, não só nos salões de Brasília, como em distantes rincões. E Peirópolis, não pode ficar sob suspeita de possíveis irregularidades, devemos preservar tão importante sítio arqueológico que dá tanto orgulho a nossa cidade.
Conheça as dificuldades do Museu e a crise instalada na Rede de Paleontogia. Clique aqui
domingo, 27 de janeiro de 2008
Vem meu ursinho querido, meu companheirinho, ursinho pimpão...
Enquanto isso, fiquem com um bebê que assistiu a cena.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Movimentos políticos jovens na cidade de Uberaba
Sociólogo rebate defesa de Lourival sobre nepotismo
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
BBB - Por um novo conceito de "baixaria"
lindadas pela mídia. Cabe a nós, julgarmos o que é baixaria, pois para mim, perto do Congresso Nacional e outras instituições políticas, a casa do Big Brother parece mais um convento ou um mosteiro. Não há nada mais fora do "limite do socialmente aceitável" (foi a última vez que usei a expressão no texto, eu prometo) do que o acontece nessa casa da foto ao lado. Mas apontar o dedo para o comportamento das pessoas, é mais fácil e bem menos comprometedor. A Santidade dos Políticos
Agora surge uma proposta para beatificar nossos políticos mauzinhos, a de extinguir a remuneração destes em todas as casas, Legislativo e Executivo, apresentada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Helio Vieira. Confira na íntegra.
A proposta é pertinente, principalmente quando o país vive uma lama de corrupção, que mesmo com as denuncias e apresentando provas, acabam na mesma. Uma profunda inversão dos valores, os quais são substanciados por políticos que deveriam respeitar os ditames constitucionais e não os fazem.
Mas como toda proposta que ponha fim a toda essa bandalheira, é bem vinda para o bem da Republica. Considerando que, uma preocupação pessoal, que sem a participação popular, dos sindicatos, organizações não governamentais e com as igrejas, isso não irá perdurar, será mais uma receita nos pilares do bom senso em querer santificar nossos políticos.
É preciso que as idéias para fortalecer a nação saiam dos muros e dos discursos dos eminentes signatários e caiam nos alicerces da sociedade que é o povo, ai sim, poderemos ter a tão sonhada esperança de volta.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Quem não se vende é bobo
Quero arder no fogo do inferno junto com os bobos, pois já vivemos este inferno aqui mesmo, ao perceber que pessoas de bem, também se vendem, deixam seus ideais, seus princípios aliando-se a inescrupulosos para conseguirem vantagens. Não se podem acusar a classe pobre de vender seus votos em ano eleitoral em troca de cesta básica, cimento, tijolos, remédios. Sabemos que, a classe média se vende em troca de cargos públicos, parcerias com entidades suspeitas de corrupção, favorecimento em licitações, computadores para os filhos, pagamento de registro em cartório, dentre outras coisas de maior valor de mercado, enquanto os pobres são sempre acusados de se venderem por pouco, fragilizando assim a democracia. Aqui está a diferença entre as duas classes. Infeliz do pobre.
A imprensa sempre ressalta e denuncia a venda de voto do pobre, mas não comenta a venda do voto do rico, e quando fazem, são reverenciados posando de estadistas, secretários, diretores e tudo o mais. Encontramos aqui dois pólos distantes do surrealismo, de um lado a classe miserável ganhando migalhas, do outro, bufões levando milhões fáceis, tornando-os seres submissos em uma ordem que avilta e amesquinha o ser humano, destruindo assim o sonho de um humano digno redentor de si, na mais plena paixão do existir. Só tenho aqui que lamentar aqueles que deveriam formar opinião e se calam, submetem, sabe-se lá a quem para não denunciar tais atos imorais em todas as classes. Aqui fica a pergunta, quem é a escória?
Contra o Amor - Uma polêmica, de Laura Kipnis
Antes do post, queremos agradecer a todos que tem passado por este blog e fizeram triplicar o número de visitas essa semana. Obrigado a todos também pelas sugestões. Uma delas, que resolvi acatar hoje, é de deixar de vez em quando a política de lado, e falar sobre cultura, comportamento e tudo que costuma vir nas nossas cabeças quando estamos reunidos entre amigos. Inicialmente, vou aproveitar parte dos textos do meu antigo blog, onde já fazia isso, mas que está temporariamente desativado. Mais uma vez, obrigado.
Agora, um texto sobre o livro Contra o Amor - Uma Polêmica, de Laura Kipnis:
"Não há como ser contra o amor justamente porque nós, modernos, somos constituídos como seres que anseiam por satisfação, desejam conexão, precisam adorar e ser adorados, porque o amor é plasma vital e todo o resto do mundo é água de bica. Prostramo-nos nos portais do amor, ansiosos para entrar, como aqueles que não se cansam de aguardar do lado de fora das cordas de algum clube exclusivo na esperança de serem admitidos em suas salas suntuosas, confirmando assim nosso valor essencial e tornando-nos interessantes para nós mesmos."
Existe quase uma unanimidade na concordância sobre isso que foi dito acima, e a psicóloga Laura Kipnis adverte o leitor do livro logo de cara que a intenção é desconstruir tudo isso. segundo ela, todas as religiões tem seus hereges, mas o amor é praticamente uma unanimidade.
Fonte: Tiras do Hagar
Clique na imagem para ampliar
Kipnis compara as casas de determinados casais com Gulags (antigos campos de concentração na URSS) e o segundo capítulo começa mais engraçado, quando ela mostra manchetes bizarras envolvendo crimes conjugais nos EUA. O medo e a dor de perder o amor é tão grande que se faz qualquer coisa para evitar que isso aconteça. Apaixonar-se também causa insegurança, ansiedade, e em alguns casos, violência exteriorizada. Níveis de confiança, grau de intimidade, perda de liberdade. Tudo ilustrado com muito humor. Em seguida ela volta a falar da questão da intimidade, na habilidade dos adúlteros, nas pequenas coisas cotidianas que acabam com um casamento e por fim faz um apanhado histórico de questões políticas (e de políticos) que envolvem comportamento.
Quando vi a entrevista de Kipnis no programa Roda Viva na TV Cultura, pensei que seria um livro complicado de se ler. O papo nesta entrevista foi muito além do livro, onde ela abordou outras questões polêmicas. Mas é um livro divertido, com informações interessantes e muitas vezes contraditórias. Um livro que não dá respostas, mas nos faz questionar, algo que todo livro deveria fazer. Eu mesmo não concordo com muito do que é dito. Mas não há nada que não tenha sido colocado que nos leve a refletir sobre o conceito que temos de amor. Eu ainda sou daqueles que acha que o amor é o "plasma vital" como ela diz, mas creio cada vez mais que ficarmos prostrados no tal portal não é a solução. Hoje existem muitos livros sobre o tema, mas este é um livro interessante tanto para quem quer ter explicações técnicas, quanto para quem quer se divertir. Recomendo!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Sociedade no precipício
Para lembrá-los os alunos do CESUBE em 2004 protocolou junto ao Ministério Público abaixo assinado com mais de quatrocentas assinaturas pedindo o fim do nepotismo em nossa cidade, como entregaram cópia ao então presidente da Casa Tony Carlos.
Somente agora o MP se posicionou pedindo relação dos parentes contratados e o grau de parentesco. E pasmem! Eles não sabiam se haviam parentes contratados e por isso não saberiam como informar a solicitação ao MP, sendo que circula na cidade lista de todos os parentes destes nobres, ou melhor, pobres edis.
Senhores vereadores, uma lição de casa, é tempo de fugir da ignorância, quando assumem cargo público deve-se dar exemplo de cidadania, e respeitar seus eleitores, pois, o papel ao qual lhe foi confiado é Legislar, ou seja, fiscalizar e aprovar leis para o bem da sociedade, principalmente aquelas as quais vá de encontro com seus anseios, e o fim do nepotismo é uma delas.
É de conhecimento de todos que o Nepotismo é uma forma de corrupção, quando um alto funcionário público utiliza de sua posição para conceder cargos públicos a pessoas ligadas a ele por laços de família, impede que outras, tendo uma qualificação melhor saiam prejudicadas. Sem contar que esta prática hoje em dia, esta sendo condenada em toda a esfera política mundial, por ser considerada um retrocesso na democracia e por estar associada á corrupção.
Vereadores Uberabenses não nos empurrem ao precipício, e “não se finja de égua” o povo pode não ser de todo tão ignorante como parecem, alguns conhece o que pregoa a Constituição Federal, principalmente em seu artigo 37, ao fulcrar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência devem ser seguidas na contratação de funcionários no serviço público. Evidenciando neste artigo o caráter inconstitucional do nepotismo, como sabemos também, que tal prática não é crime, mas se comprovada a intenção do agente público de privilegiar membros da família com cargos públicos, sujeitará a uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa, podendo ressarcir integralmente o dano ao erário público com a perda da função e dos direitos políticos de três a cinco anos.
Não quero entrar no mérito jurídico, reforço ser a vontade da população, que acabem com essa vergonha, e efetive verdadeiramente os ditames da democracia. O que tem que fazer é simplesmente aprovar a Lei que proíba tal ato, ai sim, no precipício o que iremos olhar será o horizonte de uma sociedade forte e proba.
